Cristiano Ronaldo Deixa Notícia Perante Aos Jornalistas
Capitão Cristiano Ronaldo afirma que está sempre preparado para ajudar a seleção.

Como tem vivido o Mundial? “Se não tivéssemos a ideia de que podemos chegar longe no Mundial, não estávamos aqui. Tem sido uma experiência bonita. Estamos a melhorar jogo a jogo. Sabemos que é uma competição onde é impossível jogar bem em todos os jogos e não está fácil para ninguém, é só ver quem já foi eliminadas. Isso diz tudo. Vejo a equipa tranquila, treinamos bem, preparámos bem. Amanhã vamos encarar uma equipa super difícil, mas vamos estar preparados.”
Como se sente deste poder ser o último Mundial e as substituições? “Tem sido assim desde que entrei na seleção com 18 anos. Sempre fui assim e não vai mudar. Estou sempre de corpo e alma para ajudar a seleção a alcançar os seus objetivos. Jogando ou não, terei sempre um papel importante na seleção. Terminarei, como disse há uns anos, quando eu quiser. Não quando vocês quiserem. Acho que é uma perda de tempo fazerem sempre a mesma pergunta. Não quero virar as atenções para isso, que é o menos importante, o mais importante é jogarmos bem amanhã e ter fé que vamos passar.”
Ambiente que tem encontrado na seleção e a pulseira para Diogo Jota: “É um grupo diferente de todos os que encontrei aqui. Com muita qualidade como todos os outros. Muito tranquilo, mais jovem. A idade se calhar é mais baixa. A pulseira, como já sabem e não é surpresa, colocámos desde o primeiro dia porque estão os nomes de todos os jogadores. E é uma forma de estarmos unidos pelo Diogo Joto. Por nós, por Portugal, por todos os portugueses que estão no mundo. Tem sido uma experiência espetacular. Dá para refletir que o futebol vai mais além do que o dentro de campo. É alegria das pessoas, união, pessoas a chorarem por verem jogadores… Isso é que fica guardado. De todos os Mundiais que joguei, será aquele que mais recordarei pela paixão das pessoas. Não sei a razão, mas tem sido, nesse aspeto emocional, o melhor. Tenho desfrutado bastante nesse aspeto.”
Pensamentos de criança vêm à memória ou há peso de responsabilidade? “O sentimento é quase sempre o mesmo, uma paixão grande por representar o teu país, por tentar ganhar. Cada vez que entro dentro de campo é sempre como se fosse o primeiro jogo. E é desfrutar ao máximo. Este Mundial tem ficado muito marcado pela paixão das pessoas, não só a nossa. Hoje de manhã vimos malta da Venezuela, da Colômbia, e eles contaram histórias. Vê-los com lágrimas nos olhos, emocionados a olhar para ti… Isso é o que fica da vida. O resto… Ok, estamos cá, mas só vai ganhar um. É vivenciar isto, é o que fica marcado. À parte das exibições e dos golos. ‘Ah, tem 41 anos, não devia jogar’. Isso é irrelevante. O que guardo e vou levar para casa é o afeto das pessoas com a seleção e comigo.”
Como lida com o facto da sua titularidade estar sempre a ser questionada? “Há 23 anos que me tentam matar… Mas já perceberam que não vale a pena, é perda de tempo. Tentam, tentam, tentam. Mas não vale a pena. Estou acostumado. Há uns que gostam mais, outros menos. Estou habituado, faz parte. Também tenho as minhas preferências. Mensagem? Esses são fiéis, não falham. Estão sempre do nosso lado, do meu lado. Tudo o resto é lixo, não conta para nada.”



