Já Está Decidido: A Liderança Do Benfica
A liderança do benfica liderada pelo líder Rui Costa está decidido em avançar para venda dos direitos de transmissão televisiva para as próximas duas épocas, ou seja, de 2026/27 e 2027/28.

Segundo a informação notiosa do jornal A Bola neste domingo, O objetivo dos encarnados é fechar o processo nos próximos dois/três meses ou, de preferência, até ao fim do ano.
Os encarnados têm duas propostas superiores ao atual contrato (prevê o pagamento de €40 milhões por época), mas ainda vão tentar negociar valores mais altos, na ordem dos €50 milhões. Esse contrato servirá, depois, para pressionar a Liga, que tem de apresentar até ao final da época o preço mínimo dos direitos audiovisuais das I e II Ligas e a chave de distribuição do dinheiro pelos clubes, no âmbito do Decreto-Lei 22B/2021, que estabelece a comercialização centralizada e a respetiva implementação a partir da época 2028/2029.
O Benfica entende que dificilmente a Liga poderá cumprir a promessa inicial de €300 milhões por época no total e de que nenhum clube ficará a perder em relação aos contratos atuais ou aos que sejam assinados para as épocas 2026/27 e 2027/28. Um contrato de €50 milhões, ou ainda mais, como deseja a Direção, condicionará, na perspetiva dos encarnados, a discussão da chave de distribuição do dinheiro e poderá conduzir, em última análise, à conclusão de que não será possível fechar o assunto da centralização dos direitos.
O Benfica, como se sabe, retirou-se da Liga Centralização, mas continua à espera de solução que beneficie os clubes. Considera, ao mesmo tempo, que haverá a necessidade de sensibilização junto do Governo para revogar o Decreto-Lei 22B/2021, uma vez que não estão asseguradas as condições para a valorização do produto, crescimento real das receitas dos clubes, modernização da indústria e reforço da competitividade.
É, como tal, neste contexto que para o Benfica é urgente fechar o mais depressa possível este processo. E foi isso, justamente, que Rui Costa sublinhou no último debate com João Noronha Lopes, antes da segunda volta das eleições.



